terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

A convivência de pessoas de diversas idades enriquece o ambiente de trabalho e a produtividade

Trabalhador e trabalhadora, se você sofrer algum tipo de preconceito por conta da idade (ou outro), procure o SECHSPA. Estamos aqui para acolhê-lo e verificar a denúncia, que pode ser anônima.

Com a rápida expansão da inteligência artificial no trabalho, cresce o debate sobre como unir inovação tecnológica e experiência profissional. Para o especialista em longevidade Michael Clinton, isso depende da valorização dos trabalhadores mais velhos e da convivência entre gerações, sobretudo em setores de serviços como turismo e hospitalidade.

Segundo ele, profissionais experientes são essenciais para implementar a IA de forma prática e ética, assim como ocorreu na transformação digital recente. A tecnologia deve ser tratada como um processo organizacional que exige memória, contexto e adaptação — características presentes nos trabalhadores mais velhos.

Clinton afirma que equipes multigeracionais têm melhor desempenho: jovens contribuem com domínio tecnológico e inovação, enquanto os mais velhos oferecem visão estratégica, relacionamento e solução de conflitos. A exclusão precoce desses profissionais representa perda de conhecimento e qualidade, além de refletir etarismo baseado mais em mitos do que em dados.

O especialista defende capacitação contínua, reconhecimento profissional e políticas de retenção para todas as idades. Com o aumento da longevidade, carreiras podem durar até 60 anos, mantendo produtividade após os 70. Assim, o futuro do trabalho não é substituir pessoas pela tecnologia, mas combinar experiência, juventude e IA em um ambiente de aprendizado permanente.

Com informações da CONTRATUH