terça-feira, 28 de março de 2017

Terceirização mais 'dura' vai ser sancionada por Temer




O presidente Michel Temer vai sancionar o projeto de lei que regulamenta a terceirização no país. A proposta que foi aprovada pela Câmara, na última quarta-feira (22), é considerada muito dura. Temer estava disposto a esperar a aprovação de um projeto mais brando, no Senado, mas desistiu por pressão de empresários e deputados. O núcleo político do governo quer que Temer sancione o projeto sem vetos. O presidente pode, porém, retirar alguns trechos do texto, com o objetivo de abrir caminho para a inclusão das chamadas "salvaguardas" aos trabalhad
O ministro-chefe da Secretaria de Governo, Antonio Imbassahy, afirmou que o projeto aprovado pela Câmara servirá como "ponto de partida" para regulamentar as mudanças. "A ideia é incorporar ao projeto novas propostas da reforma trabalhista", disse ele, sem dar detalhes sobre as mudanças. As garantias serão encaixadas no relatório do deputado Rogério Marinho (PSDB-RN).
O texto aprovado pela Câmara traz apenas três "salvaguardas" genéricas: diz que os terceirizados não poderão realizar serviços diferentes daqueles para os quais foram contratados, que terão as mesmas condições de segurança, higiene e salubridade dos empregados da contratante e que estarão sob as regras de fiscalização da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
Interlocutores de Temer disseram à reportagem não haver tempo hábil para o Senado aprovar um projeto "mais light", em 15 dias, prazo necessário para que o presidente sancione ou vete o texto da Câmara. O relator no Senado é Paulo Paim (PT-RS), que prometeu incluir mais de 50 salvaguardas na proposta.
A ideia inicial de Temer era mesclar os dois projetos de terceirização, retirando trechos considerados excessivos para incluir mais proteção ao trabalhador. Auxiliares do presidente avaliam, porém, que a estratégia poderia trazer "insegurança jurídica" às empresas. O projeto a ser sancionado por Temer autoriza a terceirização até na atividade-fim. Atualmente, jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho proíbe adotar esse tipo de medida. Um banco, por exemplo, não pode terceirizar os atendentes do caixa.
A base aliada do Planalto se dividiu na votação, que foi apertada, e até deputados do PMDB e do PSDB se posicionaram contra o governo. As traições preocuparam Temer, que precisa de muito mais apoio para aprovar a reforma da Previdência. Por ser uma PEC, a reforma precisa de no mínimo 308 votos na Câmara e 49 no Senado, em duas semanas.
Época negócios.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

CONTRATUH REÚNE ENTIDADES DE TODO O PAÍS PARA DISCUTIR SUBSTITUTIVO GLOBAL À REFORMA DA PREVIDÊNCIA


O presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Turismo e Hospitalidade (CONTRATUH), Moacyr Roberto Tesch Auersvald, se reuniu durante esta terça-feira (14), em Brasília (DF), com presidentes de federações filiadas de 12 estados para discutir um substitutivo global à reforma da Previdência proposto pelo governo Temer.
“Não podemos aceitar que um trabalhador, que passa décadas contribuindo, seja punido por uma reforma previdenciária totalmente equivocada e que torna quase impossível a aposentadoria. Colocar idade mínimo de 65 anos para homens e mulheres se aposentarem é inaceitável. Querem sucatear a Seguridade Social, e isso não iremos aceitar”, afirmou Moacyr Roberto.
O vice-presidente de Política de Classe da Associação Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil (Anfip), Floriano Martins de Sá Neto, esteve no evento, onde criticou a reforma e reafirmou que é totalmente questionável até mesmo o suposto rombo previdenciário calculado pela equipe econômica. “Não há déficit na previdência, porque ela integra o sistema de Seguridade Social. A proposta de reforma precisa ser mais inclusiva, em prol da justiça social. Não se pode apenas retirar direitos adquiridos”, defendeu.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

O SECHSPA ALERTA!

Os deputados federais vão começar o ano legislativo em fevereiro na expectativa de duas reformas que prometem causar polêmica: a reforma da Previdência (PEC 287/16) e a já anunciada reforma trabalhista. As duas compõem a pauta prioritária do governo de Michel Temer.
Enquanto as reformas não chegam ao Plenário, os parlamentares deverão analisar as medidas provisórias encaminhadas pelo Poder Executivo.
As mudanças na aposentadoria já estão na Câmara e serão discutidas por uma comissão especial antes de ir a voto em Plenário. O texto altera a idade mínima para aposentadoria de homens e mulheres e também determina piso e teto para o pagamento de benefícios, mudanças que alteram as regras tanto para o setor público quanto ao setor privado. Há duas exceções: os trabalhadores que já têm condições de se aposentar pelas regras atuais; e os homens com mais de 50 anos e as mulheres com mais de 45 anos.
A oposição promete combater as mudanças propostas em todas as esferas. “Não vai ter trégua na luta contra a reforma da Previdência”, disse o líder do PT, deputado Carlos Zarattini (SP). O partido já entrou com uma ação pedindo a suspensão da campanha televisiva do governo federal que defende as mudanças na aposentadoria.
“É o primeiro ato contra essa reforma. O governo está gastando milhões em uma propaganda enganosa, com o objetivo de intimidar, uma propaganda que gera medo na população e pressiona o povo e os parlamentares com terrorismo. É uma propaganda acintosa com objetivos políticos”, afirmou Zarattini.
O líder do governo, deputado Andre Moura (PSC-SE), disse que a reforma da Previdência é a prioridade do Executivo para o começo do ano. “Estamos em um país com a Previdência prestes a falir. O Parlamento tem de tomar uma posição republicana, esquecer as questões políticas e discutir a reforma da Previdência”, afirmou.
Moura disse que os governistas vão combater os contrários à reforma com dados econômicos. “A oposição não tem compromisso com o futuro do País. Vamos mostrar a importância da aprovação da PEC. Caso contrário, daqui a 20 anos, não teremos dinheiro para investimentos, somente para cobrir o deficit das contas da Previdência”, disse.

Relações trabalhistas
Em relação às mudanças nas relações trabalhistas, já está no Congresso a medida provisória que permite o saque de contas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) inativas até 31 de dezembro de 2015. A proposta (MP 763/16) ainda deve passar por comissão mista antes de chegar ao Plenário.
A Câmara também analisa o projeto de lei que determina a prevalência de acordos e convenções coletivas entre patrões e empregados sobre a legislação (PL 6787/16). Havia expectativa de que a proposta fosse enviada em regime de urgência, o que não ocorreu, já que o governo vai concentrar esforços na reforma da Previdência antes das mudanças trabalhistas.
Fonte: Agência Câmara


segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Sechspa Realiza mais uma Associação Premida.

No dia 20 de Dezembro o SECHSPA realizou mais uma edição da Associação Premiada, onde foram distribuídos aos sócios os prêmios através de sorteios. Na ocasião, o presidente do Sindicato, 
Orlando Rangel, destacou a importância da categoria ser associada a entidade. 
"Sindicato que tem pouco sócio não tem força e é por isso que valorizamos nossos associados. Você que não é sócio, associe-se e participe", frisou o presidente.














segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

SECHSPA INAUGURA ESPAÇO DE LAZER DOUGLAS GOMES


Sábado dia 17 de dezembro ,na nossa colônia de férias da Rua Bagé 168, na praia  do Magistério para foi inaugurado o Espaço Douglas Gomes  .O novo espaço complementa a colônia,que tem 11 apartamentos, com um salão para festa,piscina adulto e infantil,apartamento para a zeladoria,espaço para jogos de recreação,aparelhos para ginástica; mais infraestrutura com banheiros,inclusive com acessibilidade aos cadeirantes.O presidente Orlando Rangel falou que o espaço é uma homenagem do sindicato ao ex-diretor Douglas Gomes que foi um incentivador para que os trabalhadores da categoria tivessem área de lazer com qualidade por isso o reconhecimento.A viúva do companheiro Douglas Gomes e sócia do sindicato Leda Medeiros disse emocionada que dar o nome do espaço ao Douglas é uma bela homenagem a quem queria que a categoria fosse bem tratada e que agradecia ao sindicato imensamente. diretor Dercírio Junior  representou a nova Central Sindical ,também tivemos a presença  do Secothur da presidente Ângela Machado que falou em nome do sindicato e também do Sindicatos dos Empregados no Comércio Hoteleiros e Similares de Caxias do Sul Jair Ubirajara da Silva.O Sechspa parabeniza a categoria por mais essa conquista para os trabalhadores representados.









 

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Regulamentação da gorjeta em todo o país é uma Bandeira dos Sechspa/Contratuh

 


A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado, com relatoria do senador Paulo Paim (PT-RS), aprovou na tarde desta quarta-feira (30/11), por unanimidade, o texto base do Projeto de Lei da Câmara (PLC) 57/2010, que incorpora os 10% de gorjeta ao salário de trabalhadores em bares, restaurantes, hotéis, motéis e estabelecimentos similares. Com mudanças no texto principal da Câmara, os senadores propõem como multa ao empregador que descumprir a lei o teto da categoria, e valor triplicado em caso de reincidência antes de um ano, além de estipularem que o modo de distribuição da gorjeta espontânea deve ser discutida em convenção coletiva, de acordo com a peculiaridade de cada região. O texto agora volta para a Câmara dos Deputados, que irá avaliar as alterações e dar prosseguimento ao projeto.
“Gostaria de agradecer o senador Paulo Paim pelo empenho e esforço, conseguido realizar o sonho dos trabalhadores da área, que agora terão uma aposentadoria decente quando as pernas estiverem cansadas”, discursou Moacyr Roberto Tesch Auersvald, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Turismo e Hospitalidade (CONTRATUH) e diretor da Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST), ao final das discussões no Senado Federal. Desde a criação do projeto de lei, em 2010, as duas entidades sindicais lutam para que ele seja aprovado e regulamentado no Congresso, com discussões juntamente aos parlamentares e representantes da área patronal para que se chegasse a uma decisão favorável ao trabalhador. “A luta não é fácil, pois ainda temos que esperar pela avaliação da Câmara para que, só depois disso, a Presidência aprove o projeto. Mas essa decisão no Senado já é mais um passo ruma à vitória dos trabalhadores”, disse o presidente da CONTRATUH.
Para  o senador Paulo Paim, esse é um momento prazeroso, quando há um acordo justo entre empregado e empregador. “Com o relatório aprovado por unanimidade, daqui para frente empregadores terão segurança jurídica, que levam à conflitos e demissões desnecessárias. Agora o processo de rateamento de gorjetas terá transparência absoluta, além de aposentadoria decente para todos os profissionais da área”, comemorou.
A previsão das entidades sindicais e do senador é que o PL 57 seja aprovado na Câmara ainda este ano, para que a lei entre em vigor no início de 2017

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Sechspa participa de Encontro da Nova Central-RS

Ontem durante todo dia o sindicato participou do Encontro Estadual da Nova Central-RS realizado na sede da Feticom-RS.O Evento discutiu o momento que vive os sindicatos e também os trabalhadores.Fora discutidas propostas para enfrentar os constantes desafios impostos tanto pelo governo federal como o do RS. Palestrou sobre as mudanças na Previdência Social  ao final do encontro foi proposta a redação de um documento com as propostas retiradas do encontro..  O presidente do Sechspa Orlando Rangel destacou que é uma obrigação do sindicato participar nos eventos onde estão as questões relativas aos trabalhadores


sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Centrais negociam e presidente do Senado tira terceirização da pauta

Força Sindical, UGT, CSB, Nova Central (na qual o SECHSPA é filiado) e Intersindical estiveram quarta-feira (23), em Brasília, com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), a fim de negociar o adiamento da votação do projeto que libera a terceirização de forma irrestrita (PLC 30/2015). A matéria constava da pauta de votação desta quinta (24) no plenário. O o senador Paulo Paim (PT-RS), relator do projeto, também esteve no encontro.
As Centrais querem mais tempo para discutir a matéria e ajudar a construir um texto de consenso, que contemple o interesse dos trabalhadores, sem legitimar a precarização no trabalho.
“Nós queremos garantir que a terceirização não seja permitida na atividade-fim e, claro, que os terceirizados sejam protegidos em seus direitos trabalhistas”, disse à Agência Sindical o secretário-geral da Intersindical, Edson Carneiro Índio.
O presidente nacional da CTB, Adilson Araújo, alerta para o risco representado por esta pauta em uma conjuntura tão hostil aos direitos sociais e trabalhistas. "Esse projeto é muito nocivo às relações do trabalho, sobretudo pelo que implica a matéria que nada mais é do que um atestado da precarização e da flexibilização dos direitos trabalhistas”, afirmou à Agência.
A reunião foi uma tentativa de buscar consenso em torno do tema. Renan Calheiros afirmou que vai procurar a presidente do STF, Carmem Lúcia, e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, para articular esse entendimento. A votação do projeto no Senado foi adiada.
Fonte: Agência Sindical


O SECHSPA é contra a terceirização sem limites pela precarização dos direitos trabalhistas, das relações de trabalho e pelo aumento dos acidentes que virão se o PLC30/2015 for aprovado!

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

FIQUEM ATENTOS, TRABALHADORES E TRABALHADORAS (avise também familiares e amigos)!


     
Vocês sabiam que no dia 4/11 a MP 739/16 perdeu a validade?
     Pois é, depois de colocar a população em polvorosa com esta medida provisória, editada em julho e que estabeleceu procedimento de alta programada nas concessões e mutirões de revisões de benefícios por incapacidade do INSS, a falta de consenso parlamentar, fez com que ela não fosse à votação no plenário da Câmara de Deputados e, com isso, perder a validade. Assim, voltam a valer as regras de antes de julho, quando o texto foi editado pelo governo.
     Desta forma, se algum de vocês tem um familiar, ou amigo, que foi atingido, ou poderia ser chamado e ter arbitrariamente seu benefício cancelado, fique tranquilo e avise as pessoas, porque a grande mídia não está noticiando isso.

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Reunião de Diretoria do Sechspa








Na sexta-feira 04 de Novembro a diretoria do Sechspa se reuniu para deliberar sobre assuntos administrativos dentre os quais o regulamento para o uso das Colônias de Férias para a categoria.O presidente Orlando Rangel conduziu os trabalhos. Também foi falado na parte final das obras da Colônia de Férias da Rua Bagé, que recebeu um salão anexo e também 2 piscinas ,uma adulta e outra infantil. O presidente Rangel agradeceu o empenho dos colegas de diretoria que de uma modo ou de outro contribuem com o crescimento do sindicato.

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Câmara aprova PEC 241/16: a PEC do Teto dos Gastos Públicos

Na noite desta terça-feira, 25/10, foi aprovada em 2° turno na Câmara de Deputados, a PEC 241/16, por 359 x 116 votos.
Em seguida, começou a votação dos destaques, dentre eles o que retirava do texto da Proposta de Emenda Constitucional o limite de gastos com Saúde e Educação. Ao todo eram seis destaques, mas nenhum foi aprovado.
O líder do governo na Câmara, deputado André Moura (PSC-SE), afirmou, antes da votação, que a limitação de gastos é fundamental para a retomada do crescimento econômico. Já os deputados que se opuseram, criticaram fortemente a medida, argumentando que ela irá remover recursos de áreas prioritárias, como a saúde e a educação.
Agora, a PEC 241/16 vai para discussão no Senado Federal, que planeja votar o texto no dia 29/11/16, se aprovada, parte para sanção da presidência da República.
A PEC 241/16

A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 241/16 congela os gastos públicos por 20 anos. O limite para as despesar do governo será o montante do ano anterior, acrescido da inflação do período.

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Sindicalistas defendem mudanças na economia para reduzir desemprego

Sugestões para reduzir as altas taxas de desemprego no Brasil e proteger os direitos dos empregados foram debatidas nesta terça-feira (18) por representantes de sindicatos em audiência pública da Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados.
O secretário-geral da Nova Central Sindical dos Trabalhadores, Moacyr Roberto Tesch, reforçou que são necessárias medidas para reduzir o número de desempregados, que já superou 12 milhões.
"Nós temos que atuar efetivamente para retomar os postos de trabalho, e o Brasil está fazendo o inverso. Nós estamos precarizando as condições de trabalho ao invés de melhorarmos. Antes de fazer toda essa discussão de flexibilização, o negociado sobre o legislado, deveríamos discutir a questão da garantia do emprego e do direito à negociação no serviço público", afirmou.

Consumo
Na avaliação do deputado Vicentinho (PT-SP), autor do requerimento para realização do debate, o desemprego é uma das faces do capitalismo e ocorre de maneira cíclica, mas desta vez veio em conjunto com outras crises, agravando ainda mais o problema.
Vicentinho defendeu investimentos na criação de empregos como forma de driblar a crise atual. "Como é que se aumenta a taxa de juros e se reduz os gastos? Isso não vai dar em crescimento. O ideal seria gastar para gerar emprego, para produzir, e praticar juros baixos para continuar facilitando financiamento, compras", sugeriu.
Já o presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, Adilson Araújo, lembrou que os índices de desemprego não estão diminuindo, o que, em sua opinião,é resultado "de uma política econômica equivocada".

Fonte: Agência Câmara

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

SECHSPA informa sobre a PEC 241/16

Você tem acompanhado os noticiários sobre a PEC 241/16, 
que limita gastos do governo federal por 20 anos.
Mas vocês sabe, exatamente, o que ela significa e 
quais impactos poderá ter na sua vida?
Então, leia este artigo do jornal El Pais, 
que o SECHSPA traz para voe e fique bem informado.

Entenda o que é a PEC 241 e como ela pode afetar sua vida

A Câmara dos Deputados passou em primeira votação nesta segunda-feira a proposta de emenda constitucional que cria uma teto para os gastos públicos, a PEC 241, que congela as despesas do Governo Federal, com cifras corrigidas pela inflação, por até 20 anos. Com as contas no vermelho, o presidente Michel Temer vê na medida, considerada umas das maiores mudanças fiscais em décadas, uma saída para sinalizar a contenção do rombo nas contas públicas e tentar superar a crise econômica. O mecanismo enfrenta severas críticas da nova oposição, liderada pelo PT, pelo PSOL e pelo PCdoB, mas também vindas de parte dos especialistas, que veem na fórmula um freio no investimento em saúde e educação previstos na Constituição. O texto da emenda, que precisa ser aprovado em uma segunda votação na Câmara e mais duas no Senado, também tem potencial para afetar a regra de reajuste do salário mínimo oficial. Veja como foi a votação nesta segunda aqui. Entenda o que é a proposta e suas principais consequências.
A PEC, a iniciativa para modificar a Constituição proposta pelo Governo, tem como objetivo frear a trajetória de crescimento dos gastos públicos e tenta equilibrar as contas públicas. A ideia é fixar por até 20 anos, podendo ser revisado depois dos primeiros dez anos, um limite para as despesas: será o gasto realizado no ano anterior corrigido pela inflação (na prática, em termos reais - na comparação do que o dinheiro é capaz de comprar em dado momento - fica praticamente congelado). Se entrar em vigor em 2017, portanto, o Orçamento disponível para gastos será o mesmo de 2016, acrescido da inflação daquele ano. A medida irá valer para os três Poderes – Executivo, Legislativo e Judiciário. Pela proposta atual, os limites em saúde e educação só começarão a valer em 2018.
Por que o Governo diz que ela é necessária?
O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, diz que "não há possibilidade de prosseguir economicamente no Brasil gastando muito mais do que a sociedade pode pagar. Este não é um plano meramente fiscal." Para a equipe econômica, mesmo sem atacar frontalmente outros problemas crônicos das contas, como a Previdência, o mecanismo vai ajudar "a recuperar a confiança do mercado, a gerar emprego e renda" ao mesmo tempo em que conterá os gastos públicos, que estão crescendo ano a ano, sem serem acompanhados pela arrecadação de impostos. Para uma parte dos especialistas, pela primeira vez o Governo está atacando os gastos, e não apenas pensando em aumentar as receitas. O Governo Temer não cogita, no momento, lançar mão de outras estratégias, como aumento de impostos ou mesmo uma reforma tributária, para ajudar a sanar o problema do aumento de gasto público no tempo.
O que dizem os críticos da PEC?
Do ponto de vista de atacar o problema do aumento anual dos gastos públicos, uma das principais críticas é que uma conta importante ficou de fora do pacote de congelamento: os gastos com a Previdência. É um segmento que abocanha mais de 40% dos gastos públicos obrigatórios. Logo, a PEC colocaria freios em pouco mais de 50% do Orçamento, enquanto que o restante ficaria fora dos limites impostos - só a regra sobre o salário mínimo tem consequências na questão da Previdência. A Fazenda afirmou, de todo modo, que a questão da Previdência será tratada de forma separada mais à frente. "Se não aprovar mudanças na Previdência, um gasto que cresce acima da inflação todos os anos, vai ter de cortar de outras áreas, como saúde e educação", diz Márcio Holland, ex-secretário de política econômica da Fazenda. "Nesse sentido, a PEC deixa para a sociedade, por meio do Congresso, escolher com o que quer gastar", complementa. Há vários especialistas que dizem que, na prática, o texto determina uma diminuição de investimento em áreas como saúde e educação, para as quais há regras constitucionais. Os críticos argumentam que, na melhor das hipóteses, o teto cria um horizonte de tempo grande demais (ao menos dez anos) para tomar decisões sobre toda a forma de gasto do Estado brasileiro, ainda mais para um Governo que chegou ao poder sem ratificação de seu programa nas urnas. Eles dizem ainda que, mesmo que a economia volte a crescer, o Estado já vai ter decidido congelar a aplicação de recursos em setores considerados críticos e que já não atendem a população como deveriam e muito menos no nível dos países desenvolvidos. Se a economia crescer, e o teto seguir corrigido apenas de acordo com a inflação, na prática, o investido nestas áreas vai ser menor em termos de porcentagem do PIB (toda a riqueza produzida pelo país). O investimento em educação pública é tido como um dos motores para diminuir a desigualdade brasileira.
Quando a PEC começa a valer?
Se aprovada na Câmara e no Senado, começa a valer a partir de 2017. No caso das áreas de saúde e educação, as mudanças só passariam a valer após 2018, quanto Temer não será mais o presidente.
Qual o impacto da PEC no salário mínimo?
A proposta também inclui um mecanismo que pode levar ao congelamento do valor do salário mínimo, que seria reajustado apenas segundo a inflação. O texto prevê que, se o Estado não cumprir o teto de gastos da PEC, fica vetado a dar aumento acima da inflação com impacto nas despesas obrigatórias. Como o salário mínimo está vinculado atualmente a benefícios da Previdência, o aumento real ficaria proibido. O Governo tem dito que na prática nada deve mudar até 2019, data formal em que fica valendo a regra atual para o cálculo deste valor, soma a inflação à variação (percentual de crescimento real) do PIB de dois anos antes. A regra em vigor possibilitou aumento real (acima da inflação), um fator que ajudou a reduzir o nível de desigualdade dos últimos anos.
O que acontece se a PEC for aprovada e o teto de gastos não for cumprido?
Algumas das sanções previstas no texto da PEC para o não cumprimento dos limites inclui o veto à realização de concursos públicos, à criação de novos cargos e à contratação de pessoal. Em outras palavras, pretende ser uma trava muito mais ampla que a Lei de Responsabilidade Fiscal, por exemplo, que cria um teto de gastos com pessoal (vários Estados e outros entes a burlam atualmente).
A PEC do teto vale para os Estados também?
A PEC se aplicará apenas aos gastos do Governo Federal. No entanto, a secretária do Tesouro Nacional, Ana Paula Vescovi, já sinalizou que o Planalto deve encaminhar em breve uma segunda PEC que limita os gastos estaduais. Por enquanto não há consenso entre o Executivo Federal e os governadores sobre o assunto.
Quais impactos a PEC pode ter nas áreas de educação e saúde?
Os críticos afirmam que a PEC irá colocar limites em gastos que historicamente crescem todos os anos em um ritmo acima da inflação, como educação e saúde. Além disso, gastos com programas sociais também podem ser afetados pelo congelamento. Segundo especialistas e entidades setoriais, esta medida prejudicaria o alcance e a qualidade dos serviços públicos oferecidos. Especialistas apontam problemas para cumprir mecanismos já em vigor, como os investimentos do Plano Nacional de Educação. Aprovado em 2014, o PNE tem metas de universalização da educação e cria um plano de carreira para professores da rede pública, uma das categorias mais mal pagas do país. "A população brasileira está envelhecendo. Deixar de investir na educação nos patamares necessários, como identificados no PNE, nos vinte anos de vigência da emenda proposta – tempo de dois PNEs -, é condenar as gerações que serão a população economicamente ativa daqui vinte anos, a terem uma baixa qualificação", disse o consultor legislativo da Câmara dos Deputados, Paulo Sena,ao site Anped, que reúne especialistas em educação.
Já o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou que mais importante do que o valor despendido com áreas como saúdeeducação e segurança, é a qualidade desses gastos. "Dados da educação e da saúde hoje mostram que a alocação de recursos não é o problema. É preciso melhorar a qualidade do serviço prestado à população", disse. "Teremos muito trabalho. O principal deles será o de mostrar que a saúde e educação não terão cortes, como a oposição tenta fazer a população acreditar", afirmou a líder do Governo no Congresso, a senadora Rose de Freitas (PMDB-ES).
A PEC do teto atingirá de maneira igual ricos e pobres?
A população mais pobre, que depende do sistema público de saúde e educação, tende a ser mais prejudicada com o congelamento dos gastos do Governo do que as classes mais abastadas. A Associação Brasileira de Saúde Pública, por exemplo, divulgou carta aberta criticando a PEC. No documento a entidade afirma que a proposta pode sucatear o Sistema Único de Saúde, utilizado principalmente pela população de baixa renda que não dispõe de plano de saúde. Além disso, de acordo com o texto da proposta, o reajuste do salário mínimo só poderá ser feito com base na inflação - e não pela fórmula antiga que somava a inflação ao percentual de crescimento do PIB. Isso atingirá diretamente o bolso de quem tem o seu ganho atrelado ao mínimo.
Por que a Procuradoria Geral da República diz que é inconstitucional?
Em nota técnica divulgada em 7 de outubro o órgão máximo do Ministério Público Federal afirmou que a PEC é inconstitucional. De acordo com o documento, "as alterações por ela pretendidas são flagrantemente inconstitucionais, por ofenderem a independência e a autonomia dos Poderes Legislativo e Judiciário e por ofenderem a autonomia do Ministério Público e demais instituições constitucionais do Sistema de Justiça [...] e, por consequência, o princípio constitucional da separação dos poderes, o que justifica seu arquivamento". A crítica vem pela criação de regras de gastos para os demais Poderes. Na nota, a procuradoria argumenta que, caso aprovada, a PEC irá prejudicar a “atuação estatal no combate às demandas de que necessita a sociedade, entre as quais: o combate à corrupção; o combate ao crime; a atuação na tutela coletiva; e a defesa do interesse público". A Secretaria de Comunicação Social da Presidência rebateu a PGR, afirmando que na proposta não existe “qualquer tratamento discriminatório que possa configurar violação ao princípio da separação dos poderes".
O que vem depois da PEC, se ela for aprovada tal como está?

A PEC é a prioridade da equipe econômica do Governo Temer, que vai pressionar por outras reformas nos próximos meses, como a Reforma da Previdência e Reforma Trabalhista.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Comunicado da Nova Central-RS:

ATENÇÃO
companheiros e companheiras sindicalistas,
NESTA QUINTA-FEIRA, 22/9/16: FECHEM OS SINDICATOS!
E venham para Porto Alegre, porque o lugar de todos os sindicalistas, trabalhadores da ativa, aposentados e pensionistas é na PARALISAÇÃO NACIONAL contra o Fim da CLT e contra as Reformas Trabalhista e da Previdência!
Em orientação vinda de Brasília, da nacional da Nova Central Sindical de Trabalhadores, todos os filiados foram convocados a fecharem os sindicatos e irem para as mobilizações.
Aqui em Porto Alegre teremos dois lugares de concentração:
— Garagem da CARRIS
Rua Albion, 385 - Partenon - a partir das 5h
— Antigo Posto do ICMs - BR 116
antes da ponte móvel do Guaíba, no sentido interior capital - a partir das 6h30.
A Nova Central-RS pede que priorizem o ponto de encontro na BR 116, porque precisamos mobilizar a população e imprensa. 
Muito importante fazermos uma grande movimentação!!!! 
Está na hora de sermos ouvidos e conseguirmos influenciar governantes e opinião pública contra a retirada de direitos dos trabalhadores e aposentados brasileiros.
VAMOS TOMAR AS RUAS, porque cada direito que mantivermos hoje, será um benefício a mais para nossas gerações futuras! 
VAMOS ESTANCAR ESTA SANGRIA DO TRABALHADOR!
A PRESENÇA DE CADA UM É FUNDAMENTAL PARA FAZER O BRASIL PARAR E GRITAR: NENHUM DIREITO A MENOS!
Oniro da Silva Camilo,

presidente da Nova Central Sindical de Trabalhadores-RS