segunda-feira, 3 de julho de 2023
sexta-feira, 30 de junho de 2023
Desenrola: secretário prevê plataforma para negociar dívidas em setembro
A
plataforma do “Desenrola Brasil’, programa do governo federal voltado à
renegociação de dívidas de pessoas físicas, deve abrir em setembro para o
público da faixa 1 - cerca de 40 milhões de pessoas. A estimativa é do
secretário de Reformas Econômicas do Ministério da Fazenda, Marcos Barbosa
Pinto.
O
objetivo do Desenrola é possibilitar a renegociação de dívidas entre empresas
credoras e pessoas físicas em uma plataforma própria do programa - que está
sendo desenvolvida pelo governo.
O que é a
faixa 1: quem recebe até dois salários-mínimos (R$ 2.640) ou está inscrito
no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), e tem
dívidas de até R$ 5 mil negativadas até 31 de dezembro de 2022.
Em
entrevista à TV Globo, Marcos Pinto informou que algumas etapas precisam ser
concluídas antes da abertura da plataforma para o público da primeira faixa.
“Em
julho, a gente começa a fazer o cadastro dos credores no programa. Como
condição para o cadastro a gente vai ter a desnegativação pelos bancos das
dívidas de até R$ 100, isso em julho. Em agosto, a gente vai fazer o leilão dos
créditos para definir aqueles que serão contemplados. E, a partir de setembro,
a gente vai ter o programa disponível para toda a população”, disse.
Com
informações: G1
quarta-feira, 28 de junho de 2023
STJ confirma prazo de 120 dias para pedir seguro-desemprego
Benefício: derrubada do prazo poderia beneficiar trabalhadores que vão à Justiça para contestar demissões por justa causa que considerem injustas
A 1ª Seção do
Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, por unanimidade, que é legal o
prazo de 120 dias para requerer o seguro-desemprego e apresentar a documentação
necessária. O colegiado acolheu recursos apresentados pela União. O que estava
em discussão é se esse prazo, que não foi regulamentado por lei, poderia ter
sido fixado pelo Conselho do Fundo de Amparo do Trabalhador (Codefat) por meio
de resolução (ato infralegal).
A relatora, ministra
Regina Helena Costa, entendeu que a fixação de prazo por ato infralegal “não
extrapola os limites da outorga legislativa, sendo consentânea com a
razoabilidade e a proporcionalidade considerando a necessidade de se garantir a
efetividade do benefício e de se prevenir ou dificultar fraudes contra o
programa, bem como se assegurar a gestão eficiente dos recursos públicos”.
O advogado Henrique
Faria, especialista em direito do trabalho, avalia que é provável que o tema
pare no Supremo Tribunal Federal (STF) devido ao possível conflito com o
direito constitucional do recebimento do benefício.
O tema foi julgado
por meio do rito de repetitivos – o que significa que a tese afetará todos os
processos com teses semelhantes na Justiça. Até agora, eram tomadas decisões
conflitantes em instâncias inferiores. “Alguns tribunais entendem que o prazo
120 dias extrapola o limite da lei, e outros dizem que não”, observa.
A derrubada do prazo
poderia beneficiar trabalhadores que vão à Justiça para contestar demissões por
justa causa que considerem injustas. Nesses casos, afirma Faria, é comum que a
conversão em demissão sem justa causa demore mais de 120 dias. “Se o empregado
não habilita o seguro-desemprego em até quatro meses, é porque ou ele não
precisa, ou é porque está havendo algum problema, algum imbróglio que ele não
consegue habilitar”.
Para o especialista,
seria obrigação do conselho tentar aperfeiçoar a legislação. “É uma atribuição
do próprio Codefat propor o aperfeiçoamento da legislação relativa ao
seguro-desemprego e ao abono salarial e regulamentar os dispositivos dessa
lei”, afirmou ao Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo
Estado.
Com informações:
Estadão Conteúdo
quinta-feira, 22 de junho de 2023
Qual o direito trabalhista mais importante?
Mas é
indispensável que o empregado e o empregador conheçam todas as leis. Isso
garante a regularidade entre as relações, proteção e segurança jurídica para
todos os envolvidos.
Existem
alguns direitos trabalhistas mais comuns e devem ser respeitados por todos
os empregadores, de acordo
com as convenções coletivas. Veja alguns deles:
Repouso semanal remunerado
Carteira de trabalho assinada
Exames médicos
Salário pago até o 5º dia útil
Vale-transporte
Férias
Licença maternidade e paternidade
Além
desses direitos, o trabalhador possui outros benefícios como FGTS, adicional
noturno, horas-extras, aviso prévio, 13º salário, garantias em caso de
acidentes, entre outros. O importante é conhecer todos eles e garantir que
sejam cumpridos pelo empregador.
Por isso,
conte sempre com o seu Sindicato! É ele que garante o cumprimento de todos os
direitos que beneficiam a você, trabalhador!
terça-feira, 20 de junho de 2023
quinta-feira, 15 de junho de 2023
Jurisprudência: Banco de horas sem controle de saldo é considerado inválido
A Subseção I Especializada em Dissídios Individuais (SDI-1) do Tribunal Superior do Trabalho considerou inválido o banco de horas de uma analista de processamento da Dell Computadores do Brasil Ltda., de Eldorado do Sul (RS), que não podia verificar a quantidade de horas de crédito e de débito. O colegiado se baseou em jurisprudência do TST e restabeleceu a condenação da empresa ao pagamento de horas extras concernentes ao sistema de compensação.
Banco
de horas
Na ação, a analista de processamento de ordens,
que trabalhou para a Dell entre 2010 e 2015, requeria diversas parcelas, entre
elas horas extras. A empresa, em sua defesa, alegou que havia um regime de
compensação do banco de horas, fixado por norma coletiva.
Pagamento
mensal
O juízo da Vara do Trabalho de Guaíba (RS)
considerou inviável o regime de compensação e determinou o pagamento de horas
extras. Segundo a sentença, a norma coletiva previa o fechamento do banco de
horas a cada três meses, com o pagamento das horas extras acumuladas,
mas o trabalho prestado no mês deve ser pago até o quinto dia útil do mês
seguinte.
Acompanhamento
do saldo
O Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região
(RS), ao manter a condenação, observou que a validade do regime de banco de
horas está condicionada à possibilidade de acompanhamento dos créditos e dos
débitos pela empregada, e, no caso, não havia prova de que ela pudesse
verificar seu saldo. De acordo com o TRT, os registros de horário não tinham
informações suficientes e necessárias, e o demonstrativo oferecido não permitia
o controle da sua correção.
Sem
disposição legal e normativa
No entanto, a Oitava Turma do TST, ao examinar o
recurso de revista da Dell, excluiu da condenação o pagamento de horas extras
concernentes ao sistema de compensação. Para o colegiado, a CLT não exige
que a pessoa tenha sido informada sobre as horas trabalhadas em excesso, as já
compensadas e as que ainda não foram compensadas. No mesmo sentido, a norma
coletiva não previa essa possibilidade.
Sem
transparência
No recurso de embargos, a analista argumentou
que a falta de transparência em relação ao saldo de horas compromete a lisura
do sistema de compensação, acarretando invalidade do banco, apesar da previsão
em norma coletiva.
Jurisprudência
A relatora, ministra Maria Cristina Peduzzi,
citou diversos precedentes do TST no sentido da invalidade do banco de horas
quando não é permitido ao trabalhador acompanhar a apuração entre o crédito e
débitos de horas, porque isso o impede de verificar o cumprimento das
obrigações previstas na norma coletiva.
A decisão foi unânime.
terça-feira, 13 de junho de 2023
Ministra Simone Tebet recebe das centrais sindicais propostas para o Plano Plurianual
A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, foi à sede do Sindicato dos Químicos de São Paulo, na região central, na tarde de segunda-feira, 12/6, para receber documento das centrais sindicais e falar sobre o Plano Plurianual para o período 2024-2027, que deverá orientar o orçamento da União nos próximos anos e pediu aos sindicalistas apoio à reforma Tributária e falou sobre a taxa de juros no país.
De acordo com a ministra o PPA está em fase de
construção e mais de 18 mil pessoas já participaram de plenárias em 11 estados,
enquanto a plataforma Brasil Participativo já reúne mais de 165 mil usuários,
176 mil votos e duas mil propostas e que em todos os estados mais o Distrito
Federal realizarão plenárias para debater o tema.
Nailton Francisco de Souza (Porreta), diretor Nacional de
Relações Sindicais da Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST), garante
que o evento foi mais um gesto do Governo Lula de ampliar à participação da
sociedade brasileira no projeto de reconstrução das políticas públicas do País.
E que as propostas das centrais priorizam o crescimento econômico sustentável e
a geração de empregos de qualidade.
“A Pauta da Classe Trabalhadora entregue a ministra
detalha 63 reivindicações e propostas elaboradas em conjunto pelas centrais
sindicais durante o Conclat-2022. E que para os trabalhadores e trabalhadoras a
geração de emprego de qualidade, o crescimento dos salários, a promoção da
proteção trabalhista, previdenciária e social, são fundamentais para diminuir a
desigualdade social no Brasil””, afirmou Nailton Porreta.
O que é o PPA?
O Plano Plurianual é um documento que está previsto na
Constituição de 1988. Ele é elaborado de quatro em quatro anos, sempre no
primeiro ano de mandato do presidente. O PPA define metas, diretrizes e
programas do governo. Em 2023, ele será elaborado com apoio aberto da população
por meio da plataforma Brasil Participativo. O PPA deve ser entregue ao
Congresso Nacional até 31 de agosto de 2023, junto com a Lei Orçamentária Anual.
Com informações e foto:
Secretaria Estadual de Comunicação da NCST/SP
quarta-feira, 7 de junho de 2023
Trabalhadores e mais pobres arcam com 75% dos impostos no Brasil
A reforma tributária, que está em tramitação do Congresso, será uma importante oportunidade para o Brasil pôr fim a uma série de injustiças fiscais que prejudicam, em todos os níveis, a população mais pobre. Segundo a subsecretária-geral da Receita Federal, Adriana Gomes Rêgo, não é aceitável que 75% da arrecadação de tributos no país venham do trabalho e do consumo. São os trabalhadores e os consumidores de bens e mercadorias, não os de serviços, que abastecem os cofres do Tesouro Nacional todos os meses e bancam serviços públicos para todos.
“O país
praticamente não tributa herança. A alíquota atual é de apenas 4%, quando, nos
países desenvolvidos, chega a 40%, 50%. Grandes empresas usam paraíso fiscais
para fugir da tributação. Os grandes latifúndios estão fora do radar do Fisco,
assim como jatinhos, helicópteros e iates e os lucros e dividendos”, assinalou.
Mesmo quando se tentou dar um alívio à população
de mais baixa renda, ao se isentar produtos da cesta básica, o Brasil manteve
as distorções em favor dos mais ricos.
“Os serviços, por exemplo, demandados majoritariamente pelos mais
ricos, têm alíquota de 2%, enquanto bens e mercadorias, consumidos pelas
famílias de baixa renda, são tributados em 18%”, destacou Adriana, reforçando a
importância de se tributar a renda e o patrimônio.
A subsecretária-geral disse que o atual governo
deu um passo importante na busca por mais justiça fiscal antes da reforma
tributária ao dar isenção do Imposto de Renda para quem ganha até dois salários
mínimos (R$ 2.640). “Mais
de 13 milhões de brasileiros deixaram de recolher o IR”, acrescentou.
Com informações do Correio Braziliense
A principal mudança com a Reforma
Tributária 2023
A criação de um Imposto sobre Valor Agregado (IVA) — para
substituir ISS, ICMS, PIS, Cofins e IPI — e a devolução de parte desse tributo
às pessoas de baixa renda.
quinta-feira, 1 de junho de 2023
Oferta de crédito diminui, juros e inadimplência crescem
Cenário é de desaceleração do crédito, aponta o Banco Central, que mantém juros em 13,75%: Empréstimos a empresas caíram 24,2%
Dados do Banco Central indicam que o volume de novos empréstimos e financiamentos caiu 1,2% em abril comparado com março. De forma isolada, a queda foi de 0,4% para pessoas físicas e o número se repetiu para pessoas jurídicas. Estes números se referem ao que é chamado de série dessazonalizada, em que se procura igualar todos os meses em número de dias úteis.
A queda de 17,5% no volume de concessões de crédito no mês (de forma não dessazonalizada), teve redução de 24,2% de empréstimos corporativos e de 12% para as famílias. Isto fez com que o estoque total de crédito também entrasse em declínio, recuando em 0,1% em abril, para R$ 5,363 trilhões. Em outros tipos de concessões os volumes também caíram.
Apesar disso, enquanto o crédito fica escasso, a taxa de juros cobrada pelo sistema financeiro nas operações de crédito subiu 0,4% no mês de referência, com um aumento acumulado em 12 meses de 4,4%. A taxa de juros média cobrada em abril foi de 32,2%.
Para completar, a inadimplência subiu nas operações de crédito em 0,1%, chegando em 3,4% em abril.
Selic e o crédito
Todo este cenário de retração é condicionado pelo alto patamar da taxa básica de juros (Selic), mantida pelo Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, em 13,75% ao ano. O nível elevado restringe a atividade econômica, dentre as quais a oferta de crédito, sob alegação de controle inflacionário.
De acordo com a última ata do Comitê de Estabilidade Financeira (Comef), também do BC, a desaceleração da oferta de crédito é condizente com o “estágio do ciclo de política monetária”.
“O crescimento do crédito amplo continuou desacelerando nas diferentes modalidades. Esse movimento mostra-se compatível com a atual estágio do ciclo de política monetária. Nas pessoas físicas, a desaceleração continuou maior nas operações de maior risco, como as ligadas a transações de pagamento. Nas pessoas jurídicas, aumentou a desaceleração do crédito bancário. O mercado de capitais seguiu reduzindo o seu ritmo de expansão, mas se mantém como fonte relevante de financiamento, principalmente para as grandes empresas”, traz a ata.
Murilo Silva - Edição Vermelho
sexta-feira, 26 de maio de 2023
Opinião: A Inteligência Artificial é uma aliada dos trabalhadores?
Muito
se fala que a “nova” IA poderá mexer, ou tirar vagas de emprego do mercado de
trabalho e que o trabalhador que não se adaptar à nova forma de
industrialização e de fazer seu serviço estará fora das empresas de uma forma
geral.
Para
o pesquisador e jornalista inglês, Josh Gabert-Doyon, “o que está faltando
nessa nova apreciação pela experiência do trabalhador é qualquer menção ao
genuíno poder do trabalhador. Os trabalhadores não devem pegar as peças de
automação depois que elas acontecerem – elas devem fazer parte do projeto”, ou
seja, nada deve acontecer na fábrica, ou empresa, de forma que o trabalhador
não tenha total domínio do processo. Isso, necessariamente não significa o fim
dos empregos, mas o avanço deles.
“O
envolvimento de um pequeno número de organizações sindicais internacionais nas
conferências (de tecnologia) espalhadas pelo mundo, pode ser um bom começo na
discussão, mas muitas vezes esses grupos são apresentados como ‘stakeholders’,
em vez de veículos através dos quais os trabalhadores podem receber uma agência
política genuína para decidir como as novas tecnologias são implantado no local
de trabalho”, define Josh.
Por conta disso, o movimento sindical como um todo, luta pela valorização do trabalhador, não só na questão do salário e direitos, mas também na formação e melhores condições de trabalho e emprego.
O certo é que a IA veio para ficar e ela passará, e muito, de ser apenas um simpático robô garçom de novela, ou um braço mecânico que monta um objeto sozinho na esteira da indústria. Cabe a nós, sindicato e trabalhadores, encontrarmos uma forma de adaptação a ela, seja num restaurante, ou no chão de fábrica, e pressionarmos os patrões a sempre nos colocarem frente a frente com a tecnologia, como seres que querem e vão evoluir no emprego.
Isabel Rodrigues, jornalista
terça-feira, 23 de maio de 2023
SECHSPA REPUDIA: Racismo sofrido por Víni Jr. é mais habitual do que se pensa
Mais
uma vez o jogador brasileiro Vini Jr., que participava de uma partida de
futebol pelo campeonato espanhol, La Liga, entre Real Madrid, o clube que
defende e o Valencia, no último domingo, 21/5, foi vítima de racismo.
Em
suas redes sociais, o atacante escreveu: “a cada rodada fora de casa uma
surpresa desagradável. E foram muitas nessa temporada. Desejos de morte, boneco
enforcado, muitos gritos criminosos... Mas o discurso sempre cai em ‘casos
isolados’, ‘um torcedor’. Não, não são casos isolados, são episódios contínuos
e espalhados por várias cidades da Espanha”.
Para
o pesquisador, Marcelo Diego Tonini, do Centro de Referência do Futebol
Brasileiro, do Museu do Futebol, “o jogador enfrenta racismo sem apoio das
instituições espanholas, justamente pelo seu jeito combativo na maneira fora de
série de jogar e nas palavras, o que incomoda os racistas da Espanha”. Para
Marcelo as punições têm de ir, além de multas, para muitas perdas de mando de
campo e pontos, e que os torcedores identificados não possam mais frequentar os
estádios.
Mas
trazendo para nossa vida cotidiana, você já parou para pensar quantas vezes
sofreu ataques racistas, que também podem ser mínimos, ou já teve atitude
racistas com colegas, amigos, e pessoas que encontra no dia-a-dia?
O
racismo, num geral é proporcional a vida que levamos, e pode ser muito sutil,
como uma encarada demorada, ser chamado de nêgo ou nêga, ficar falando ou
tocando o cabelo das pessoas negras o tempo todo, assim como as escancaradas:
pessoas terem medo de roubo e desviarem na rua, só pelo tom de pele escuro do
que vem em sentido contrário, ou ainda incluir a palavra “boa aparência” nos
anúncios de vaga de emprego considerando que a “aparência boa” não inclui
pessoas negras. Já paramos para pensar em tudo isso?
E enquanto nos questionamos sobre isso, o racismo continua acontecendo, sem que a sociedade mude de fato. E Vini Jr. encerra sua fala assim: “O que falta para criminalizarem essas pessoas? (...) O problema é gravíssimo e comunicados não funcionam mais. Me culpar para justificar atos criminosos, também não. No és fútbol, és inhumano”.
Enfim, não basta apenas ‘não sermos racistas’, precisamos ser ‘antirracistas’!
quinta-feira, 18 de maio de 2023
Opinião
Para as Centrais
Sindicais, o Regime Fiscal Sustentável deve proteger o salário mínimo
O governo encaminhou para o Congresso Nacional a proposta que trata das
regras para a gestão da política fiscal, ou seja, como o Governo Federal deverá
tratar os investimentos e gastos orçamentários na relação com o comportamento
de aumento ou queda das receitas em cada contexto econômico.
O objetivo é manter um orçamento equilibrado, financiando adequadamente
as políticas públicas ao longo do tempo e com qualidade nos desembolsos,
combinando responsabilidade social com responsabilidade fiscal, dando maior
transparência às despesas e arrecadação. As regras propostas estão alinhadas
com as boas práticas internacionais porque permitem uma visão de longo prazo,
têm flexibilidade, são orientadas por metas críveis, combinando regras para a
expansão das despesas em ritmo menor que o crescimento econômico, gerando
condições para promover superávit primário, o que dá sustentabilidade à dívida
pública.
Aumentar a confiança no equilíbrio fiscal, estimular a retomada dos
investimentos, favorecer a queda dos juros, sustentar o crescimento e a geração
de empregos são resultados esperados.
O Regime Fiscal Sustentável vem para substituir a Lei do Teto de Gastos
(EC 95/2016), regra que demonstrou ser inviável porque foi mal formulada,
comprometendo gastos e investimentos fundamentais, com uma rigidez que suscitou
constantes mudanças e flexibilizações.
A nova regra basicamente prevê que as despesas podem crescer no limite
de até 70% do aumento das receitas primárias, com uma banda de crescimento
mínimo de 0,6% (que é o crescimento vegetativo da população brasileira) e com o
limite máximo de 2,5% (PIB potencial projeto de médio prazo).
A regra lista o que não fica subordinado a estes limites, garantindo
piso mínimo para o investimento público e permitindo adequado financiamento
para as politicas públicas.
As Centrais Sindicais estiveram reunidas com o Deputado Cláudio Cajado
(PP BA), relator na Câmara dos Deputados dessa matéria. Naquela oportunidade
destacaram as seguintes questões:
- É fundamental que o Brasil tenha um conjunto
de regras críveis e bem elaboradas para a gestão do orçamento fiscal e que
aumente a efetividade e a eficácia da gestão das políticas públicas. Essas
regras devem gerar confiança, credibilidade e previsibilidade.
- O Regime Fiscal Sustentável não pode e não deve
se orientar para a criminalização do gestor público/governante. Deve
orientar e estimular as boas práticas e a gestão transparente.
- Três
prioridades para o processo orçamentário futuro:
- Garantir
a vigência da política de valorização do salário mínimo, assegurando os
aumentos da base salarial de toda a economia, instrumento indutor do
crescimento econômico que fortalece a capacidade fiscal do Estado.
- Organizar
o orçamento para atuar de forma anticíclica, ou seja, nos momentos de
crise o governo ter instrumentos para atuar para superar as adversidades.
- Garantir
robustez nos investimentos sociais (saúde e educação) e em infraestrutura
econômica.
As Centrais Sindicais consideram urgente a aprovação desse projeto para
abrir caminhos para um arranjo macroeconômico voltado ao investimento e
crescimento econômico, bem como abrindo espaço para a redução dos juros básicos
e para o tratamento no Congresso Nacional de matérias de alta importância para
o país, como a reforma tributária.
Clemente Ganz Lúcio,
Sociólogo, Coordenador do Fórum das Centrais Sindicais, consultor sindical.
terça-feira, 16 de maio de 2023
Ministro do Trabalho fala sobre Reforma Trabalhista
Ministro do Trabalho entende que última reforma não teve a eficiência que era esperada
O Ministro do Trabalho e do Emprego, Luiz Marinho, sinalizou, em entrevista ao Canal Livre, da Rede Bandeirantes, que o governo planeja endereçar alterações nas regras trabalhistas, mas que não está em discussão uma revogação da legislação.
Segundo ele, é evidente que há pontos a serem revisados e que a última reforma não teve a eficiência que era esperada e levou a um processo de trabalho precário profundo.
“Nós queremos provocar o diálogo entre as partes, empregadores e trabalhadores. O governo atua mais em provocar que as partes conversem para construção de entendimento. Até pelo perfil do Congresso, dificilmente adianta o governo fazer o melhor projeto possível e submeter ao Congresso, a chance de viabilidade é muito pequena”, disse durante entrevista exibida neste domingo, 14.
Entre os pontos que estão na mira do governo, há a terceirização, que, segundo Marinho, levou a um processo de diminuição da massa salarial forte no país e de degradação dos contratos na ponta.
“No campo trabalhista, não falamos em fazer uma revogação da legislação. É revisitar para fazer revisão de pontos necessários. Por exemplo, você precisa olhar o processo de terceirização, não para impedir a terceirização”, afirmou.
“Ela é um instrumento, uma ferramenta do mercado de trabalho e vai ficar, não tem conversa em relação a isso, o que precisa é ajustar para não degradar, como está acontecendo hoje, (em) algumas atividades econômicas.”
Geração de emprego
Em relação à criação de empregos, o ministro afirmou que a pasta “não faz milagre” e que a geração de novas vagas precisa ser dada pela atividade econômica. “A economia é que vai criar essas condições”, disse.
Contudo, ele defendeu que é preciso neste momento melhorar a qualidade do processo de formalização do mercado de trabalho e a qualificação.
Com informações: Estadão Conteúdo
sexta-feira, 12 de maio de 2023
quarta-feira, 10 de maio de 2023
terça-feira, 9 de maio de 2023
Ainda sobre o Projeto da Igualdade de Salários - PARTE 1
O texto do Projeto da Igualdade de Salários entre homens e mulheres que exerçam a mesma função, e aprovado pela Câmara dos Deputados no dia 4/5, altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para definir que a igualdade salarial será obrigatória. Para isso, estabelece mecanismos de transparência e de remuneração a serem seguidos pelas empresas, determina o aumento da fiscalização e prevê a aplicação de sanções administrativas.
Fiscalização e multa
Ato do Poder Executivo definirá protocolo de fiscalização contra a discriminação salarial e remuneratória entre homens e mulheres. Em caso de discriminação por motivo de sexo, raça, etnia, origem ou idade, além das diferenças salariais o empregador deverá pagar multa administrativa equivalente a dez vezes o valor do novo salário devido ao empregado discriminado – será o dobro na reincidência.
A quitação da multa e das diferenças salariais, não impedirá a possibilidade de indenização por danos morais à empregada.
Regras
Embora o texto aprovado obrigue a equiparação salarial a ser verificada por meio documental, as demais regras que definem as situações em que a desigualdade poderá ser reclamada pelo trabalhador continuam as mesmas definidas pela “reforma trabalhista” do governo Temer.
A única mudança feita pela proposta prevê a não aplicação dessas regras apenas quando o empregador adotar, por meio de negociação coletiva, plano de cargos e salários.
Em relação aos trabalhadores sem acesso a plano de cargos e salários, a CLT define que uma igual remuneração deverá ser paga no exercício de “idêntica função” por “todo trabalho de igual valor” no mesmo estabelecimento empresarial, sem distinção de sexo, etnia, nacionalidade ou idade.
Ainda sobre o Projeto da Igualdade de Salários - PARTE 2
Divulgação
Na internet, o Poder Executivo deverá tornar públicos, além das informações dos relatórios, indicadores atualizados periodicamente sobre mercado de trabalho e renda desagregados por sexo.
Diversidade
O texto aponta também outras medidas para se atingir a igualdade salarial:
- disponibilização de canais específicos para denúncias;
- promoção e implementação de programas de diversidade e inclusão no ambiente de trabalho por meio da capacitação de gestores, lideranças e empregados(as) sobre a temática da equidade entre homens e mulheres no mercado de trabalho, com aferição de resultados; e
- fomento à capacitação e formação de mulheres para ingresso, permanência e ascensão no mercado de trabalho em igualdade de condições com os homens.
Com informações: Agência Câmara de Notícias
quinta-feira, 4 de maio de 2023
Câmara aprova igualdade de salários
A proposta institui medidas para tentar garantir a igualdade salarial e remuneratória entre mulheres e homens na realização de trabalho de igual valor ou no exercício da mesma função e é uma vitória importante para que, de uma vez por todas, tenhamos salários iguais para trabalhos iguais.
O projeto foi apresentado pelo governo Lula, no dia 8 de março, e agora vai para apreciação do Senado.
quarta-feira, 3 de maio de 2023
Salário Mínimo Nacional 2023 reajustado desde 1º de maio
Apesar de nossa categoria ser regida, na sua
maioria, pelo valor do salário mínimo regional e os trabalhadores estarem enquadrados
nas Convenções Coletivas fechadas pelo Sindicato com os patrões, vários
trabalhadores (principalmente, os provisórios) têm o salário mínimo nacional
como base.
Pois, neste 1º de maio o Diário Oficial da União
publicou o Medida Provisória 1.172/23, assinada pelo presidente Luiz Inácio
Lula da Silva, que reajusta o salário mínimo para R$ 1.320 a partir da data.
Desta forma, o valor diário corresponde a R$ 44,00
e o valor horário, a R$ 6.
Tramitação
A MP 1172/23 já está em vigor, mas terá de ser
analisada pelos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado.
PIS
Para os trabalhadores
que têm direito ao PIS, o de maio será pago a partir de 15 de maio, com o novo
valor do Salário Mínimo, para os nascidos em julho e agosto.
Com informações: Agência Câmara de Notícias e guaíba.com.br











